quinta-feira, 1 de março de 2012

PROJETO:ARCO-IRIS:EXPLORANDO UM UNIVERSO DE SENTIMENTOS

.TEMA: A cor da expressão

1.1 Título do projeto: Arco - Iris Explorando um universo de sentimentos.

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3. Justificativa

           Desde o inicio da história a arte sempre esteve praticamente em todas as formações culturais.
A arte constantemente abre portas para um caminho onde o impossível não existe trabalhar arte da possibilidade de improvisar, transformar, interagir com diversos materiais, expressar seus sentimentos.
Esta manifestação confere as artes uma importância que vai além de disciplina no currículo escolar.
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Nesta turma observou-se que os alunos têm a leitura de que as obras são reflexos dos sentimentos dos pintores, ocorre também à falta de auto-estima, utilizando-se da violência para se expressar, tornando-se assim uma turma bem agitada.
Percebeu-se desta maneira a necessidade de conhecer melhor o aluno, e eles se reconhecerem e resgatarem a sua auto-estima. Como a cor tem grande importância para eles buscamos através dela esta expressão.
Como ressalta a Proposta Curricular de Santa Catarina o ser humano é entendido como social, ou seja, o aluno já vem com uma enorme bagagem cultural, e cabe aos professores ressaltar a cultura de cada um.
A cor é um elemento presente em todo o nosso cotidiano, e ela também é importante para que possamos expressar nossas idéias e sentimentos.
É de suma importância ressaltar um trecho da proposta curricular de Santa Catarina, p.206 1996.

“[...] os conteúdos não devem ser ensinados isoladamente, mas sempre dentro de um contexto histórico-cultural, no qual o objeto artístico, a mídia e a produção do aluno, através de práticas criativas (utilizando-se das linguagens visuais, musical e ciências) devem ser pontos de partida.”


Desta maneira este projeto será importante, pois o aluno terá contato com a expressão cênica, com obras de artistas catarinenses, irá aprender sobre cores de forma lúdica, conseguindo a todos os momentos se expressar.





  1. Objetivo Geral

Propiciar a exploração de seus sentimentos através das sensações provocadas pelas cores, para que os alunos se reconheçam e resgatem a sua auto estima.

           
  1. Objetivos Específicos

·          Reconhecer as diferentes cores através de atividades lúdicas.
·         Experimentar as possibilidades expressivas da cor através do jogo lúdico “cara a cara”
·         Perceber as cores surgidas da sobreposição das cores primárias.
·         Diferenciar as cores primárias e secundárias utilizando trabalhos plásticos.
·         Identificar as cores e emoções em obras da exposição Buuu! de Joelson Bugila.



  1. Conteúdos

·         Cor: Primária e Secundária.
·         Obra de arte catarinense.
·         Artista Joelson Bugila.
·         Experimentação das diferentes linguagens.





  1. Fundamentação Teórica


7.1. APRENDER E ENSINAR ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES INICIAIS

A arte é um modo privilegiado de conhecimento e aproximação entre indivíduos de culturas distintas, pois favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças expressas nos produtos artísticos e concepções estéticas.
De acordo com os PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais que por meio do convívio com o universo da arte, os alunos podem conhecer.
“O fazer artístico como experiência poética, experimentação de materiais e suportes variados. O fazer artístico como desenvolvimento de potencialidades, percepção, reflexão, sensibilidade, imaginação, intuição, curiosidade e flexibilidade.”
Através do ensino de artes o aluno pode ver, olhar, observar os próprios trabalhos plásticos elaborados durante a aula de Artes Visuais, refletindo, conversando e discutindo com outras pessoas sobre as suas estruturas, expressividades, técnicas. Ver, olhar, observar a visualidade cotidiana (nas ruas, praças, mídias) e conversar, expor idéias, opiniões, gostos sobre a mesma. Observar obras de arte e detalhar as inter-relações dos seus elementos de visualidade e estruturas compositivas.
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7.2. OS CONTEÚDOS DE ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL

O ensino fundamental configura-se como um momento escolar especial na vida dos alunos, pois é nesse momento em que se aproximam mais das questões do universo adulto e tentam compreender-las dentro das possibilidades.
O papel da escola inclui informações sobre a arte produzida nos âmbitos regional, nacional e internacional
Os Parâmetros Curriculares Nacionais enfatizam o ensino e a aprendizagem de conteúdos que colaboram para a formação do cidadão buscando igualdade de participação e compreensão sobre a produção nacional e internacional de arte.
O conjunto de conteúdos esta articulada dentro do contexto do ensino e
Os conteúdos para o Ensino fundamental para o ensino de artes de acordo com a Proposta Curricular de Santa Catarina são:
. Leitura e Representação das Formas e do Espaço
- Elementos visuais: ponto, linha, cor, luz e volume
- Ponto: densidade, localização e representação
- Linha: direção, extensão, modulação, criação de planos e volumes
- Cor: primária, secundária, terciária, complementar, análoga, quente e fria
- Escala: monocromática e policromática
- Luz: contraste, claro/escuro e sombra
- Luminosidade cromática
- Volume: dimensões e profundidade
- Profundidade: sobreposição, justaposição, diminuição dos elementos e perspectiva
- Profundidade com cor: modelado, modulado e cores em chapa
- Textura: natural, artificial, própria, produzida, condensação e rarefação
- Proporção: altura, largura e profundidade
- Posição da forma no espaço: horizontal, vertical e diagonal
- Formas: bidimensionais e tridimensionais
- Planos: sobreposição, justaposição, diminuição dos elementos e perspectiva
- Planos básicos: figura e fundo
- Tempo: movimento (estático, dinâmico), seqüência, repetição e alternância
- Direção: esquerda, direita, para frente e para trás
- Rítmo: calmo, lento e nervoso
- Movimento: vertical, horizontal, inclinado, circular, extensão, contração e alteração
- Situação: perto, longe, acima, abaixo, interior e exterior
- Semelhanças e diferenças das formas
- Pontos de vista: frontal, de perfil e de topo
- Distância: longe, perto, em cima e embaixo
- Articulação das partes com o todo
- Equilíbrio, tensão e unidade
- Simetria e assimetria
- Harmonia
- Deformação e estilização
- Estudo das formas geométricas e orgânicas
Os conteúdos não devem ser ensinados isoladamente, mas sempre dentro de um contexto histórico cultural, no qual o objeto artístico, a mídia e a produção do aluno através de praticas criativo (utilizando-se das linguagens visual, musicais e cênicas) devem ser pontos de partida para a ação pedagógica.

7.3. A COR NO ENSINO DA ARTE

A cor é um elemento de visualidade que se torna mais perceptível se próximo de outras cores. Isto pode ser notado facilmente em nossos trabalhos plásticos e quando observamos formas coloridas em obras de arte ou no cotidiano.
As cores que percebemos são produzidas pela luz. A luz do sol, aparentemente branca, é na verdade composta pelas sete cores do arco-íris.
Quando a luz do sol ilumina um objeto, algumas dessas cores são absorvidas pelo objeto, enquanto as outras são refletidas na direção dos olhos que as percebem. É esse o fenômeno que nos faz dizer que um objeto é desta ou daquela cor.
Para obter uma paleta completa são necessárias apenas três cores básicas, as três cores fundamentais são: Azul, Amarelo e Vermelho. Misturando essas três cores duas a duas conseguimos formar outras cores chamadas de secundárias
Amarelo+Vermelho= Laranja
Vermelho + Azul = Roxo
Azul + Amarelo = Verde
As combinações das cores entre si e com as linhas, as texturas, as luminosidades, os espaços, os volumes apresentam resultados plásticos diversos.

7.4. JOELSON BUGILA: EXPOSIÇÃO BUUU!

A exposição Buuu é um convite para entrarmos em contato com um sentimento que nem sempre é agradável, mas que é o propulsor da sobrevivência humana: o medo. Afinal todos nós sentimos medo em algum momento de nossas vidas, e pelos motivos mais diversos.
Em suas obras ressalta os medos tidos pelos adultos quando criança, como o medo de escuro, de fantasmas, de amar dando grande enfoque diante do medo dos homossexuais de se assumiram, sua pesquisa se deu inicialmente na rua, o espaço de dialogo, de troca, encontrando fotos de casamento rasgadas no lixo, em seguida fez apropriação de imagens de infância, relacionadas com os relatos dos medos



  1. Metodologia

10 de outubro de 2011.

Iniciarei a aula de forma dialogada observando os conhecimentos já tidos pelos alunos sobre o tema cor.
Num segundo momento conversarei com os alunos sobre a presença e a importância da cor em nossa vida. Lembrarei que elas estão presentes em nossas roupas, casas, nos objetos, na televisão. Explicarei que a cor é também um importante elemento de expressão, questionarei sobre qual a cor que eles acham que expressa o amor, amizade, paz, alegria, saudade.
Num terceiro momento mostrarei as obras da exposição Buuu! De Joelson Bugila, em que fala sobre medos, iniciando desta maneira uma discussão sobre a presença da cor e sua importância nas obras; ressaltando sobre as origens do artista.



17 de Outubro de 2011.


Num primeiro momento mostrarei em garrafas pet pintadas as cores primárias, ressaltando que elas são consideradas puras, pois não podem ser obtidas com mistura de nenhuma cor.
Num segundo momento confeccionaremos um óculos onde através de encaixe de diversos papeis celofanes irão obter as cores secundarias. Neste momento será explicado que podemos misturar entre si cores primárias para transformá-las em secundárias.(anexo 01)
Num terceiro momento irei fazer um levantamento dos sentimentos e sensações com cores, pedindo que em seguida cada aluno recorte de revistas as várias expressões citadas e colem em cartões, e em outros cartões pintar com a cor relacionada com o sentimento.
Num quarto momento estes cartões serão utilizados para jogar.
Para finalizar pedirei que na próxima aula tragam alguns materiais para fazer a atividade. (caixa de sapato, objetos que lhes representam).


24 de Outubro de 2011


Num primeiro momento pedirei que os alunos vedem os olhos e fiquem encolhidos no chão como se estivessem dentro de um ovo, neste momento colocarei uma música e estes deverão imaginar que estão nascendo de um ovo.
Num segundo momento pedirei que os alunos façam uma assemblagem com os materiais que trouxeram, explicarei que a assemblagem é uma mistura de objetos que contam um pouco da sua vida, lembrando-os de pintarem a caixa com a cor que expressam o que sentem.
Para finalizar iremos construir o jogo das cores, onde haverá cores Primárias e secundárias e que cada grupo só poderá pisar ou na cor primária ou na secundária.


  1. Cronograma

10/10/2011
2º Feira
14:00 á 15:30
Importância das cores cor-expressão Exposição Buuu! Joelson Bugila.
17/10/2011
2º Feira
14:00 á 15:30
Cores primárias garrafa pet
Cores Secundária Óculos
Confecção jogo cara a cara.
24/10/2011
2º Feira
14:00 á 15:30
Expressão corporal assemblagem jogo das cores.


  1. Recursos Materiais

·         Garrafa Pet
·         Água
·         Tinta guache
·         Obra Joelson Bugila
·         Papel cartão preto
·         Tesoura
·         Cola
·         Papel celofane- vermelho, amarelo e azul
·         Cartolina
·         Lápis de cor
·         Revistas para recorte
·         Elástico
·         Caixa de sapato
·         Objetos pessoais


  1. Avaliação

De acordo com Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN (p.95) “Avaliar é uma ação pedagógica guiada pela atribuição de valor apurada e responsável que o professor realiza das atividades dos alunos.”
Com isto a avaliação ocorrerá de forma processual, através da observação do interesse a participação dos alunos nas atividades.
Verificarei se os alunos reconheceram as diferentes cores, perceberam a sobreposição das cores primarias se sabem diferenciar as cores primárias e secundárias. E se identificaram a importância das cores e as possibilidades expressivas das cores.
É importante lembrar que, ao estabelecer associações para as cores, o aluno estará fazendo uso de valores pessoais, que muitas vezes é determinado pela cultura, portanto não existe certo ou errado.




12. Referências                  


BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares.
Nacionais: Arte/ Secretaria de Educação fundamental – Brasília: MEC/SEF/. 1997, 95.p.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares.
Nacionais: Arte/ Secretaria de Educação fundamental – Brasília: MEC/SEF/. 1997, 130p.


BUGILA, Joelson. Disponível em: http://www.alquimidia.org/patrimoniocultural4/index. php?mod=pagina&id=11407. Acessado em: outubro de 2011.


FERRAZ, Maria Heloisa Corrêa de Toledo, Fusari, Maria F. de Rezende. Arte na educação escolar 4º Ed – São Paulo: Callis, 1996.

FORSLIND, Ann. Cores jogos e experiências. 4º Ed – São Paulo: Callis 1996.

LAZAR, Yara.Festa das cores.[Editorial]. Guia Prático para Professores de Educação Infantil. v.103.p.18.outubro 2011.


SANTA CATARINA, SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Proposta Curricular de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. Disciplinas Curriculares. Florianópolis, COGEN, 1998, 224.p.;

O QUE OS ALUNOS DAS SÉRIES INICIAIS DIZEM SOBRE AS IMAGENS QUE VÊEM.

       Em minha primeira postagem irei falar sobre o que os alunos das séries iniciais falam sobre as imagens que veêm, sempre buscando comparar com citações do livro  " Imagens que falam:leitura da arte na escola" da autora Maria Helena Wagner Rossi.As afirmações foram dadas a partir de uma coleta de dados desenvolvida na cidade de Criciuma, em uma turma de Séries Iniciais aderindo a necessidade de melhor reconhecermos como os alunos das séries iniciais percebem as imagens que os rodeiam, para que possamos assim traçar estratégias de ação que alcancem cada vez mais resultados significativos.
A investigação deu-se por meio de Pesquisa descritiva e de campo, sendo que além da pesquisa foi realizada observação de duas aulas de artes para que se pudesse fazer uma análise significativa, desta maneira tirar conclusões precisas deste trabalho.
A Realidade socioeconômica que compreende a comunidade escolar em sua maioria com dificuldades financeiras, muitos desempregados, com problemas de habitação, saúde, educação e lazer. As famílias estão permeadas pelos desajustes sociais, afetivos, emocionais, como também a violência está presente no meio familiar.
Num primeiro contato foi explicado aos alunos sobre a pesquisa que seria realizada, sendo que neste momento também foi enviado as autorizações aos responsáveis para a utilização de fala e imagem na pesquisa.
Sendo importante ressaltar que os nomes que aparecem neste artigo são somente os dos que os responsáveis autorizarão, sendo desta forma para os que não autorizarão será mencionado somente a primeira letra do nome.
A turma observada os alunos não são familiarizados com a arte, A quase totalidade não possui computador, nem televisão. Não lêem livros, nem revistas, restringindo a leitura aos materiais exigidos pela escola, sendo que não têm o hábito de interpretação de texto. Esses alunos não costumam visitar exposições de arte, e não freqüentam teatro.
As imagens escolhidas para a realização da pesquisa foram bem diversificadas para consegui analisar o que eles realmente vêem.
·                    O espantalho – Portinari: Esta imagem foi escolhida pela grande
quantidade de cores frias e por conter elementos que dariam de ser identificados como o espantalho.
·                    Sem nome - Otto Cavalcanti: Esta imagem foi escolhida pela
grande quantidade de cores quentes, sendo que por ser uma figura abstrata fico me perguntando se eles entenderiam sobre o que a obra fala e quais os personagens nela. A partir desta obra ficara evidenciado o gosto dos alunos por cores frias ou quentes.
·                    Sem nome – Van Gogh: Nesta obra de Van Gogh aparecem
somente dois pares de gotas, as coloquei imaginando que poderia aguçar nos alunos a utilização da narrativa para interpretar a obra, será que eles relacionariam com algo do seu cotidiano?
·                    A memória – Magritte Esta obra é bem diferenciada das outras,
não á muitos elementos nela e por isto fiquei curiosa por saber o que veriam nela. O que para eles a obra significaria?
·                    Exposição Buuu! As duas ultimas imagens são de uma mesma
exposição, as coloquei pois gostaria de analisar o que eles acham das obras.
 “O artista não é o único a concluir o ato de criação, porque o espectador estabelece o contato da obra com o mundo exterior, decifrando e interpretando suas qualidades profundas e assim juntando sua própria contribuição ao processo criativo” (Morais, 1998, p.217.)

Percebemos então como é importante a análise das idéias que os alunos usam para dar sentido as imagens que lêem.

De acordo com a autora Rossi, Maria Helena, 2003, p.72.
 “Os critérios mais usados pelos alunos são: a cor, o tema, o realismo e a expressividade da obra, com menor freqüência aparecem também a criatividade do artista, a maestria do artista e a utilidade da obra”.

Nas séries iniciais observadas o critério da cor como julgamento estético é o primeiro que aparece para eles a cor determina a qualidade da imagem, uma imagem é boa se tiver cores que lhe agradam, não importa a função de uma determinada cor numa imagem.
Na pergunta “O pintor estava triste ou feliz? Por quê?” se referindo à obra de Portinari – O espantalho Anderson (11 anos) diz “ Triste porque só tem cores escuras”, Maria Alice (11 anos) diz “ Triste pela cor”.
Na obra de Otto Cavalcante Anderson (11 anos) diz “Feliz porque a obra é bem colorida”, e Nathalya ( 10 anos) diz “Feliz porque é colorida”.
Aparece também á vinculação convencionada entre as cores e os sentimentos. Como vemos mencionada nas seguintes acima.
Como afirma Parsons “a cor entre os meios de expressão, é o mais facilmente relacionado com a expressividade da obra”
Ou seja, se o artista esta triste utiliza-se de cores frias, se o artista esta feliz utiliza-se de cores quentes.
O julgamento pelo tema também esta presente, é onde o aluno prioriza um elemento qualquer da obra.
Se o tema é bom a obra é boa e se a imagem é ruim quando representa cenas tristes como na imagem I – de Portinari -= O espantalho.
Observamos esta afirmação na resposta de Thaylon (10 anos) que diz “Gostei mais da obra de numero um, pois parece um filme”, e Anderson (11 anos) diz “Gostei mais da obra de numero seis porque nos passa sobre o amor”.
Os alunos fazem relação Imagem-mundo I, onde o aluno pensa que o artista apenas se aproveita das oportunidades que á vida lhes oferece, quando as coisas (temas) surgem diante dele.
Observou-se isto na imagem dois de Otto Cavalcante onde para grande maioria dos alunos ao artista desenhou o Carnaval, pois era esta data festiva que estava ocorrendo, também se observou isto na imagem três onde para os alunos ele havia visto a bota dele e desenhou.
Em alguns alunos também se analisou a relação imagem-mundo 3 onde o artista transfere seus sentimentos para a obra.
Eis uma resposta que demonstra isto da imagem de Otto Cavalcanti, Anderson (11 anos) diz “O artista pintou a obra porque estava alegre”. Se referindo a obra de Portinari – O espantalho Nathalya (10 anos) diz “O artista pintou esta obra, pois estava se sentindo preso”
Nas respostas abaixo também é possível observar que o aluno acredita na possibilidade de o artista decidir algo que vai fazer A(12 anos) diz “Ele pintou, pois teve esta imaginação”, Anderson(11 anos) diz  “Ele pintou esta obra porque teve vontade”, e Thaylon (10 anos) diz “Ele pintou pois sabia que ela iria ficar famosa”.
Com isto concluímos que estes alunos utilizam idéias do Nível I e do Nível III.
“O julgamento estético não é algo separado das suas experiências cotidianas, pois são estas experiências que lhes proporcionam os critérios com os quais eles enfrentam os objetos no mundo. Por isso o julgamento nunca é demasiadamente separado do gosto pessoal” (ROSSI, Maria Helena, 2003, p 71.)

Podemos notar esta afirmação em todo o decorrer da análise, pois muitas das respostas foram embasadas em suas experiências pessoais, falavam de seus sentimentos, de suas cores preferidas.
Quando lhes pergunto “Sobre o que é esta obra? O que ela quis passar?” se referindo a obra de Portinari – O espantalho a resposta de , Pedro Lucas(10 anos), Maria Alice (11 anos), Rafael ( 13 anos) responderam “Sobre o espantalho voando, mas não sei o que quis passar”, e Nathalya (10 anos) diz” Sobre o espantalho voando, ele quis dizer que agente pode” tá “ preso num lugar sem, paredes”.
Se referindo a obra de Van Gogh Pedro Lucas (10 anos) diz “Sobre dois tênis desamarrados”, Maria Alice( 11anos) diz “Dois sapatos velhos” e Thaylon (10 anos) diz “Um sapato velho no deserto”.
A falta de interpretação de textos mencionada no inicio da observação determinou toda a pesquisa também, pois em todas as perguntas os alunos conseguiam somente responder “SIM”, “NÃO”. “BOM”, mas dificilmente conseguiam explicar o porquê da sua resposta.
A partir dos dados elencados nas entrevistas acima, algumas reflexões são escritas no intuito de analisar e compreender os elementos que formam o perfil do aluno das Séries Iniciais, e suas idéias diante da leitura de uma imagem.

Na sociedade atual o texto não é o único a transmitir mensagem, as imagens refletem idéias e conceitos. Os significados das imagens podem variar de acordo com o repertório de quem faz a leitura.
As imagens são utilizadas á anos pelos homens. O homem primata utiliza-se de imagem para se comunicar, os egípcios para registrar sua história, na Idade Média para repassar os conceitos religiosos. No renascimento para despertar a ilusão, nos “ismos” da história da arte expressam sentimentos, até chegar a nossa atualidade onde as imagens são repletas de significados.
É impossível negar que em nossas salas de aula recebemos a cada dia alunos com uma enorme bagagem cultural, por isto é de suma importância adequarmos as propostas as possibilidades dos alunos.
“É importante reconhecer que a construção do conhecimento é determinado pelas características da cultura em que o aluno vive” ROSSI, Maria Helena, 2003, p. 12.
Há muitos programas visando à melhoria do ensino da arte no Brasil, o novo ensino da arte enfatiza a prática da leitura de imagens em todos os níveis do processo de escolarização.
A leitura estética deve ser um elemento fundamental, essencial no processo educacional e que tenha significado para a vida dos alunos e não ser apenas mais um exercício escolar.

 “Se o conhecimento produzido com esta pesquisa servir para que o professor entenda melhor a natureza de compreensão estética de seus alunos terá alcançado seus objetivos. Então ele poderá fundamentar suas propostas de leitura, levando em consideração as condições de construção de conhecimento dos alunos e a natureza da compreensão estética, possibilitando assim a adequação necessária entre a sua prática e os objetivos da nova disciplina arte.” (ROSSI, Maria Helena, 2003, p.134.)


Percebemos a suma importância de se analisar os alunos para depois iniciar uma proposta que possibilite ao aluno um melhor desenvolvimento estético.

Referência:
ROSSI, Maria Helena Wagner; Imagens que falam: leitura da arte na escola. Porto Alegre: Mediação, 2003













Sejam Bem-vindos.


Inicialmente irei falar sobre mim, tenho 20   anos , sou casada e tenho um filho o Filipe que é meu anjinho. Sou formada no magistério e  estou cursando a faculdade de Artes Visuais Licenciatura.
Minha vida sempre foi sempre cheia de obstáculos, mas estas sempre me ajudaram a ser quem eu sou.
Adoro trabalhar com E.V.A, artesanato, amo crianças. Por isto este blog servira para mim compartilhar opiniões, receitas gostosas, trabalhos de e.v.a, dicas de livros, enfim um lugar que terá um lugar para todos.


Muito Obrigada.Espero que gostem.